sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Por que quase tudo da Google é Beta?

Afinal, por que os serviços da gigante da internet nunca saem da fase Beta?
Google BETA!

O surgimento das aplicações online trouxe uma nova cultura para dentro da internet, a qual traz um conceito diferente de projeto para desenvolvimento de ferramentas dedicadas ao usuário. Em vez de levar meses – e às vezes anos – para desenvolver uma aplicação elaborada e livre de erros (na teoria), os novos usuários da internet convivem com centenas de ferramentas Beta, ou seja, em fase de testes.
Não é raro encontrar sites que trazem a palavra “Beta” em suas logomarcas. E isso não se aplica apenas a pequenos aplicativos e serviços. Uma das principais empresas da rede mundial de computadores, a Google, também faz uso desse recurso em seus serviços. Aliás, pouco mais da metade das ferramentas oferecidas por essa gigante trazem a palavra Beta junto com suas logomarcas.
Mas afinal, por que a Google coloca serviços disponíveis há bastante tempo para o usuário como Beta? Certamente a palavra não foi esquecida na logo dos serviços e, acredite, ela pode ser utilizada para isentar as empresas de eventuais problemas que o usuário tenha ao utilizar as ferramentas.

O que é esse tal de Beta?

Antes de prosseguir com o artigo, é preciso que o usuário esteja bem familiarizado com o significado da palavra Beta e o que ela diz a respeito dos serviços e aplicativos. Quando um programa, site ou aplicativo online está em fase inicial de desenvolvimento, é normal ele apresentar centenas de erros e problemas de segurança.
Alfa, Beta, RC... Que confusão!
Essa primeira versão dos programas recebe o nome de Alfa (no alfabeto grego, Alfa tem valor 1). Ela serve para que o aplicativo possa ser patenteado e também para dar uma ideia do propósito para o qual a aplicação está sendo desenvolvida.
Depois da Alfa, vêm as versões Beta (que no alfabeto grego tem valor 2), as quais geralmente são mais fáceis de encontrar para download. Esta versão é considerada aceitável para ser lançada para os usuários, porém ainda possui alguns bugs. Normalmente os desenvolvedores alertam quanto aos riscos de se instalar aplicativos em versão Beta nas máquinas.
Resumindo, a versão Beta permite que a aplicação seja liberada para os usuários, mas esses devem estar conscientes de que problemas podem surgir e algumas opções oferecidas não funcionem como deveriam. Existem ainda outras versões antes que o programa seja considerado finalizado. Para ler um pouco mais a respeito, acesse o artigo “O que são versões Alfa, Beta, RC e Final?”.

A Google e seus serviços Beta

Gmail ainda é Beta?Você deve estar se perguntando: “Mas por que quase tudo da Google é Beta?”. Como citado no começo deste artigo, o surgimento e a popularização dos aplicativos online iniciou uma nova cultura na internet. O usuário está constantemente procurando por novidades e inovações nos serviços que utiliza. Se uma rede social ficar muito tempo sem lançar uma nova funcionalidade, por mais inocente e sem utilidade que seja, as pessoas começam a procurar por serviços similares.
Por esse motivo, as empresas responsáveis pelas aplicações online precisam modificar constantemente os serviços, seja inserindo novidades ou melhorando as funcionalidades já oferecidas. Para que isso seja possível sem que o usuário se sinta incomodado, a aplicação não pode estar na versão final. É aí que a palavra mágica “Beta” entra.

Não entendi!

O usuário que instala um programa Beta em seu computador normalmente está esperando pela versão final em um futuro próximo, sem erros, estável e segura. Depois de finalizado, o aplicativo não deveria ter grandes alterações até o lançamento de uma versão totalmente nova.
Para aplicações online é quase a mesma coisa. Manter os serviços em fase Beta por um longo tempo (ou para sempre) permite que os desenvolvedores realizem grandes modificações sem ter problemas com o usuário, pois quem utiliza o serviço sabe que a qualquer momento novas ferramentas podem aparecer.
Modificando....
Os aplicativos ficarem “eternamente” em fase Beta tem o lado bom, mas também pode trazer algumas complicações para as empresas e também para o usuário que faz uso das ferramentas.

O lado bom

Se os aplicativos estão em constante mudança, significa que melhorias são implantadas com frequência, trazendo novas funcionalidades e ferramentas para facilitar a vida do usuário e tornar a utilização do serviço ainda mais prazerosa e simples.
Maravilha!Outra grande vantagem nos aplicativos em constante atualização é a evolução deles. Um bom exemplo disso é o Google Chrome, que em um ano evolui o que outros programas não conseguem em sua vida útil inteira. Além disso, as novidades que aparecem no mercado podem ser rapidamente implementadas e disponibilizadas para o usuário.
A própria Google deixou claro que seus serviços encontram-se em versão Beta devido a constante evolução, melhoria e correções implementadas. Muitas vezes elas acontecem sem que o usuário perceba, pois ocorrem nos servidores da empresa ou na parte de segurança das aplicações.
Muitos usuários enxergam os aplicativos Beta como algo novo, e não deixa de ser verdade. Dessa forma, mantendo as aplicações em “fase de teste” as empresas conseguem chamar cada vez mais usuários para seus serviços. Porém, nem sempre a ideia transmitida é essa.

Os problemas

Um dos maiores problemas de não ter uma versão final para as aplicações online é o medo dos usuários. Se é Beta, é porque ainda não está finalizado. Se não foi finalizado, contém erros, instabilidade e problemas de segurança. Se você pensa dessa forma, saiba que não está sozinho. É grande o número de pessoas que se recusam a utilizar qualquer tipo de aplicativo em versão de testes, seja ele online ou não.
Ambos os lados saem prejudicados com isso. As empresas porque perdem usuários para os serviços similares espalhados pela rede mundial de computadores. Os usuários, por sua vez, deixam de conhecer e utilizar bons serviços espalhados pela internet, devido esse medo de aplicações sem versão final.
Problemas!Muitas empresas, se não a maioria delas, aproveita ainda a palavra “Beta” presente na logomarca de seus serviços para se eximir de qualquer de responsabilidade com o usuário. Ora, se a pessoa está utilizando um serviço em fase de testes, supõe-se que ela tem consciência de que problemas podem surgir a qualquer momento.
Dessa maneira a corporação não possui nenhuma obrigação para com aqueles que fazem uso de suas aplicações. Quem sai perdendo nessa história é o usuário, que muitas vezes deposita toda a sua confiança nos serviços que utiliza.
A maioria das empresas não categoriza seus serviços como Beta com a intenção de prejudicar o usuário, mas sim para mostrar que está disposta a fazer um bom trabalho atualizando e melhorando as ferramentas que oferece.
Não há como negar que a Google vem fazendo um excelente trabalho em suas aplicações, inserindo cada vez mais recursos e melhorias em seus aplicativos. Assim como as demais empresas, aconteceram alguns escorregões pelo caminho e surgiram a serviços que não deram certo, mas a maioria já foi aprovada por muitos usuários.
Um bom exemplo disso é o Orkut, que mesmo em versão Beta não deixa de ganhar mais e mais usuários todos os dias. A melhor maneira de testar se um serviço online é bom é fazendo uso de seus recursos por um tempo, lembrando-se de tomar todos os cuidados necessários para garantir a segurança de seus dados.

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